FORRÓ DO MUIDO, DESTAQUE NA MTV

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É assim, pedindo ajuda à santa protetora dos muideiros, que inicio minha aventura nesse mundo de blog, que para mim é um paradoxo: tão próximo, pois sou uma amante da internet (o que pessoas sem senso chamariam de “viciada”), e tão estranho, já que não me meto a encarar, quer dizer, até esse presente momento. Para me dar sorte, decidi escrever sobre algo que aprendi a gostar e que hoje faz parte constante em muitos aspectos da minha vida: o Forró do Muído.

A primeira vez que ouvi as vocalistas da banda, as irmãs Simaria e Simone Mendes, foi na época que elas substituíram a vocalista de Aviões do Forró, Solange Almeida, quando a mesma foi se submeter a uma cirurgia. Aqui no Nordeste, como já foi mostrado neste blog, os shows são gravados e vendidos a torto e a direito, e no comecinho de 2008 uma das amigas com quem divido apartamento, Anne, comprou o CD do show de Aviões em Soledade - PB, no qual as Coleguinhas, que até então eram desconhecidas, estavam cantando. Esse primeiro contato foi inesquecível, porque simplesmente eu odiei.

Não, você não leu errado. Vou repetir: eu simplesmente o-di-ei! Quando ouvi o CD, umas vozes no mínimo diferentes me comendo o juízo, um palavreado que Deus me livre e guarde... Eu imaginei: “Se mainha sonhar que eu tô ouvindo uma coisa dessa, ela me deserda!”. Minha vontade era de quebrar o CD na cabeça daquele ambulante infeliz das costas ocas, mas graças a Deus e a Nossa Senhora do Muído que eu não fiz isso.

Só que minhas amigas (Anne, Alane, Isa e Yamara. Aí estão os nomes pra não me chamarem de ingrata!) sempre estavam escutando, quando não era uma, era outra. Então, querendo ou não, eu compartilhava daqueles momentos e fui me acostumando. Logo depois, não sabia por qual motivo me pegava de vez em quando escutando sozinha aquele maldito CD. Escutava uma vez, depois outra, e mais outra.

Com pouco tempo, já sabia todas as músicas de frente pra trás, de trás pra frente, de cor e salteado, tinha decorado até os alôs que elas davam pro povo. Logo me deparei baixando outros shows, e mais outros, e ouvindo, e gostando, e baixando, e ouvindo, e assim sucessivamente. Aí Solange se recuperou e voltou pra banda. Foi quando as Coleguinhas começaram a fazer nome com o Forró do Muído. Nesse momento, já olhei pra banda com outros olhos e não demorou muito pro Muidão, como é carinhosamente conhecida, torna-se rotina na minha vida. Pouco tempo depois a banda começou a fazer sucesso no Nordeste. Percebi que tava virando febre, porque não era só eu que tava viciada naquele som massa, mas muita gente só falava nela. Isso não é muito normal, porque o pau que mais tem por aqui é banda de forró, então é difícil surgir quase que uma unanimidade entre os forrozeiros.

Foi então que eu comecei a olhar o Muído não somente como uma diversão, mas também como um objeto de estudo. Procurei desvendar que moléstia fazia nos prender à banda. Então eu vi que era mais fácil do que imaginava, pois como eles mesmos dizem: “Forró do Muído é diferente!”. E é mesmo. É diferente de todas as bandas que já vi e ouvi, das mais famosas às que só são conhecidas aqui em Campina Grande, e olhe que eu sou uma forrozeira assumida. Essa diferença é perceptível já na parte visual.

O Forró do Muído não tem dançarinos, que quando não é 8 é 80. O corpo de ballet numa banda é assim: quando acerta, fecha de cadeado e faz parecer que a banda é tampa-furico; mas também quando erra, torna a banda um circo, o público fica olhando pro palco pra mangar dos dançarinos. O Muidão não tem isso, e o melhor é que ninguém sente falta, porque Simaria e Simone tomam conta do palco, são irreverentes, engraçadas e improvisam como aqueles humoristas cearenses, pouquíssimas cantoras tem uma presença daquela, e sem precisar usar figurinos, digamos assim, inusitados.

Mas o que de fato atrai o público é a diferença do som. Quem já pensou juntar o pé de serra com o eletrônico? Pois é, Isaías imaginou isso e imaginou bem. Santa cabeça pensante essa do Isaías. O som do Muído é muito show, aquele forrozinho que meu avô gosta com a pegada que eu não dispenso. Assim, criou-se o pé de serra eletrônico. Genial! O Forró do Muído veio pra fazer um marco na história do forró. Em breve, será a banda de maior sucesso no cenário nacional. Se depender dos fãs dela, isso acontecerá logo, pois pense num fãs organizados são esses.

Por fim, fiquem com essa célebre frase de Flaviane Torres, administradora do Blog do Muído: “Não basta ser forró, tem que ser Muído!”.

Fonte: http://premiojacksonegonzagao.blogspot.com/2010/05/forro-do-muido-destaque-na-mtv.html

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